A IMPORTÂNCIA DO AQUECIMENTO

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A IMPORTÂNCIA DO AQUECIMENTO

Por Bruna Duarte Lopes

Conseguimos perceber de forma geral como o aquecimento é a parte do treino feita com menos atenção ou até sem atenção alguma, mesmo apesar da maioria das pessoas saberem da sua importância.

O warm up ou aquecimento do treino tem diversas influências no nosso treino e no nosso dia a dia. Dois importantes fatores são prevenção de lesão e performance. SIM, podemos evitar diversas lesões com aquecimento de boa qualidade e, SIM, um bom aquecimento influencia diretamente no resultado do seu treino. Isso acontece por diversas alterações fisiológicas que ocorrem no seu corpo durante o aquecimento.

Quando começamos a nos exercitar há um aumento da temperatura corporal. A partir disso, ocorrem outros importantes processos fisiológicos.

Um deles é o aumento do fluxo sanguíneo em todo corpo, mas principalmente nas áreas estimuladas. Por exemplo: se iniciar uma atividade física com flexões de braço haverá aumento de temperatura e fluxo sanguíneo em todo corpo, mas principalmente nos membros superiores. Por isso os aquecimentos não devem ser iguais de um treino para o outro, principalmente no Crossfit onde os movimentos e intensidade mudam de um dia para o outro.

Devido a mudança de temperatura e fluxo sanguíneo, ocorre um aumento de flexibilidade dos músculos e tendões. Tal efeito faz com que o risco de lesão, principalmente por estiramento diminua significantemente.

A intensidade do aquecimento é um fator de extrema importância e frequentemente difícil de ser calculado e gerenciado pelo coach, pois varia de pessoa para pessoa. Mas um bom aquecimento leva ao aumento de circulação de oxigênio e redução de lactato, CO2 e H+ nos músculos.

Segundo alguns estudos, a melhor intensidade de um aquecimento aeróbico com duração de 15 minutos deve ser de 60 a 70% VO2MAX seguido de uma sequência de exercícios de mobilidade é a melhor receita para que o atleta apresente um aumento de amplitude de movimento articular e tenha melhores resultados durante um treino anaeróbico. Ou seja, um aquecimento mal planejado ou mal orientado pode reduzir a performance.

Sabendo que indicadores como VO2MAX e freqüência cardíaca máxima são calculados em teste individual e muitas vezes não acessível para todos, o aquecimento pode ser orientado de forma qualitativa - ofegante, muito ofegante / escala de 0 a 10 de sensação de esforço. Dependendo do objetivo de cada treino, o aquecimento deve ser planejado de forma diferente.

Outro importante fator é o aumento da velocidade de impulso nervoso e sensibilidade dos receptores nervosos, ou seja, quanto tempo demora para um músculo ou grupo muscular demorar para reagir a um estímulo (por exemplo: som, mal posicionamento articular - estiramento/torção, comando ativo - “vou realizar 5 repetições de agachamento com 80kg).

Durante a escolha de exercícios o ideal é optar por algum estímulo aeróbico que o atleta coloque o corpo inteiro em movimento inicialmente, seguido de exercícios dinâmicos, os quais aumentam temperatura corporal e irão estimular todo processo descrito acima - só são executados alongamentos estáticos em casos muito específicos (particularidades do atleta ou do treino). Na sequência já pode iniciar as ativações musculares específicas, por exemplo: haverá movimentos ginásticos no treino, podem ser feitas ativações escapulares na barra, no solo ou conforme a preferência do coach. E então o atleta estará pronto para iniciar a prática dos movimentos específicos do esporte.

Com tudo, quanto melhor e específico for o aquecimento, melhor será o desempenho do atleta. Portanto escute atenciosamente seu coach quando ele está orientando sobre o aquecimento, esses não são exercícios escolhidos ao acaso, eles foram pensados e repensados para você apresentar a melhor versão de você mesmo.

 

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