O AGACHAMENTO LIVRE

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O AGACHAMENTO LIVRE

Por Bruna Duarte Lopes

O squat ou agachamento foi por muito tempo limitado ou até banido de treinamentos físicos e reabilitações. Por muito anos acreditava-se que o squat era um vilão para os joelhos, coluna ou quadril, considerado causador de lesões e dores. Atualmente o squat é claramente reconhecido como um dos movimentos funcionais mais completos, sendo incluído em treinamentos funcionais para sedentários, atletas e até durante períodos de reabilitação. Vale lembrar a definição de movimentos funcionais: envolvem mais de uma articulação e trabalham mais de um grupo muscular durante a sua execução.

O principal ponto é que para bons resultados durante seu treinamento, independentemente de qual, o movimento precisa ser realizado com qualidade. Caso contrário, o risco de lesões aumentam a cada repetição e dificilmente atingirá suas metas.

Com uma boa mecânica de um Air Squat ou Agachamento Livre podemos começar em pensa em outras variações. Então aqui vamos abordar o trabalho de base. Começando pelo posicionamento inicial, o ideal são pés na largura dos ombros. Anatomicamente, os pés levemente rodados para fora facilita ação dos músculos estabilizadores de quadril e a articulação do quadril possui mais espaço livre para realizar o movimento completo.

No início do movimento temos os principais erros de execução. É comum pensar em realizar um squat com movimento dos joelhos, porém o movimento se inicia com uma ativação de estabilizadores de tronco e quadril projetando o quadril para trás. Harmonicamente o movimento irá envolver joelhos, tornozelos e uma grande amplitude de movimento.

A amplitude de movimento de quadril, joelho e tornozelo aumentam simultaneamente durante a fase excêntrica do movimento (descida), enquanto a coluna e ombro não devem sofrer alterações. Isso pode mudar dependendo da variação do squat que estiver sendo executado, porém essa é a base de um padrão de movimento livre e limpo.

Durante a fase concêntrica o padrão é o mesmo, a maior diferença está na ação muscular - agonistas e antagonistas. Ou seja, músculos que estavam acelerando o movimento passam a controlar e os músculos que estavam desacelerando e controlando passam a acelerar o movimento.

A principal pergunta é: “Como melhorar o padrão de agachamento?”. Acreditamos que a prática segura e repetida a longo prazo durante os treinos são a melhor maneira de melhorar qualquer padrão de movimento. O corpo humano precisa de tempo de aprendizagem para adaptar os músculos, articulações e o sistema neural aos novos estímulos - sejam eles novo padrão de movimento, volume, carga ou intensidade. Sendo assim, nossa melhor dica é continuar praticando.

Além disso existem alguns estímulos que ajudam no ganho de mobilidade e estabilização que podem ser feitos em qualquer lugar com ou sem uso de equipamentos para melhora do padrão de agachamento e, consequentemente, podem entrar como um processo de recovery ativo.

 

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