RESTRIÇÃO CALÓRICA, O QUANTO É DEMAIS?

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RESTRIÇÃO CALÓRICA, O QUANTO É DEMAIS?

Por Thais Nunes

Você sabe como uma alimentação equilibrada pode te ajudar a manter sua saúde? A resposta é simples: seguindo a orientação de um profissional de nutrição ou mantendo a preocupação em ingerir uma quantidade adequada de calorias assim como macros (proteinas, carboidratos e gorduras) e micronutrientes (vitaminas, minerais e compostos bioativos).

E quais seriam os prejuízos de restringir demais as calorias de sua dieta? Dietas restritas mal planejadas podem gerar redução de hormônios tireoidianos, desregular os sinais de fome e saciedade (alô compulsão!), reduzir o gasto calórico em repouso (metabolismo mais lento) e reduzir a síntese de hormônios sexuais, micronutrientes e cofatores enzimáticos.

Slide do Prof e Msc. Valden Capistrano, baseado no artigo de 2014 do Journal of the International Society of Sports Nutrition - Metabolic adaptation to weight loss: implications for the athlete dos autores Eric T. Trexler, Abbie E. Smith-Ryan & Layne E. Norton


Uma vez que você começa a se sentir menos disposto, você para de evoluir nos treinos, começa a ter alterações no ritmo de sono ou ciclos menstruais, redução da libido e de desempenho nas suas atividades rotineiras, é hora de avaliar se esta dieta está realmente adequada. Reduções energéticas na dieta podem e devem ser feitas quando o objetivo é a perda de peso, benefício estético ou necessidade profissional. No entanto, devem ser considerados alguns limites fisiológicos.

Toda vez que encaramos restrições calóricas, geramos stress ao nosso corpo, e isso inevitavelmente traz consequências. Um deficit calórico bem calculado pode induzir adaptações metabólicas positivas como maior taxa de oxidação de lipídeos, maior sensibilidade celular à insulina e redução de niveis séricos de colesterol, além de perda de peso. No entanto, quando essa restrição é excessiva (dietas abaixo de 25 kcal/kg de massa livre de gordura), e prolongada por mais tempo que o indicado, começamos a ter efeitos não desejados.

Por isso, é importante não fazer mudanças e cortes em sua dieta sem orientação, os resultados iniciais podem ser animadores e rápidos mas podem trazer prejuízos em sua saúde a longo prazo.

Ficou com dúvidas ou se identificou com alguma das situações acima? Um bom nutricionista que entenda a sua rotina, suas limitações de horário e estrutura, seu nível de desgaste fisico e mental, seus desejos e metas de curto e longo prazo pode te ajudar!

 

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Referências:
[1] Leibel RL, Rosenbaum M, Hirsch J. Changes in energy expenditure resulting from altered body weight [published correction appears in N Engl J Med 1995 Aug 10;333(6):399]. N Engl J Med. 1995; 332(10):621–628.
[2] Loucks, A. B., & Heath, E. M. (1994). Induction of low-T3 syndrome in exercising women occurs at a threshold of energy availability. American Journal of Physiology-Regulatory, Integrative and Comparative Physiology, 266(3), R817–R823.
[3] Maestu J, Eliakim A, Jurimae J, Valter I, Jurimae T: Anabolic and catabolic hormones and energy balance of the male bodybuilders during the preparation for the competition. J Strength Cond Res. 2010, 24: 1074-1081.
[4] Trexler ET, Smith-Ryan AE, Norton LE. Metabolic adaptation to weight loss: implications for the athlete. J Int Soc Sports Nutr. 2014; 11(1):7.


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